A Revista Newsletters Reportagens em áudio piauí recomenda piauí jogos
Podcasts
  • Foro de Teresina
  • ALEXANDRE
  • A Terra é redonda (mesmo)
  • Sequestro da Amarelinha
  • Maria vai com as outras
  • Luz no fim da quarentena
  • Retrato narrado
  • TOQVNQENPSSC
Vídeos
Eventos
  • Festival piauí 2025
  • piauí na Flip 2025
  • Encontros piauí 2025
  • Encontros piauí 2024
  • Festival piauí 2023
  • Encontros piauí 2023
Herald
Minha Conta
  • Meus dados
  • Artigos salvos
  • Logout
Faça seu login Assine
  • A Revista
  • Newsletters
  • Reportagens em áudio
  • piauí recomenda
  • piauí jogos
  • Podcasts
    • Foro de Teresina
    • ALEXANDRE
    • A Terra é redonda (mesmo)
    • Sequestro da Amarelinha
    • Maria vai com as outras
    • Luz no fim da quarentena
    • Retrato narrado
    • TOQVNQENPSSC
  • Vídeos
  • Eventos
    • Festival piauí 2025
    • piauí na Flip 2025
    • Encontros piauí 2025
    • Encontros piauí 2024
    • Festival piauí 2023
    • Encontros piauí 2023
  • Herald
  • Meus dados
  • Artigos salvos
  • Logout
  • Faça seu login
minha conta a revista fazer logout faça seu login assinaturas a revista
Jogos
piauí jogos

=igualdades

Pensionistas no vermelho

Luigi Mazza e Renata Buono | 02ago2021_10h01

A+ A- A

No ano passado, o governo federal pagou pensão para 529 mil parentes de servidores públicos que morreram, tanto civis quanto militares. Desse universo, um pequeno grupo tem uma particularidade: embora recebam todo mês dinheiro do governo, elas têm dívidas a pagar com a União. Há 17,4 mil pessoas nessa situação, 3% do total de pensionistas do governo federal. Juntos, eles devem R$ 2,2 bilhões aos cofres públicos, segundo dados de março da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A dívida mais comum é com o Imposto de Renda da Pessoa Física, e a maioria dos devedores são parentes de militares. Com esses R$ 2,2 bilhões, seria possível dobrar o orçamento deste ano do CNPq, agência que oferece bolsas de pesquisa em pós-graduação e que está à míngua, com o menor orçamento do século. As dívidas de pensionistas foram divulgadas pela Fiquem Sabendo, agência de dados especializada na Lei de Acesso à Informação (LAI). O =igualdades desta semana explica o que dizem esses dados.

Ao todo, um grupo de 17,4 mil pensionistas do governo federal soma dívidas de R$ 2,2 bilhões com a União. Esse dinheiro corresponde ao dobro do orçamento do CNPq em 2021. Mesmo com essas dívidas, os pensionistas recebem regularmente os benefícios pagos pelo governo. No ano passado, esse grupo, formado por parentes de servidores civis e militares, recebeu R$ 1,3 bilhão em pensões.

Os parentes de militares não são a maioria dos pensionistas do governo federal, mas são a maioria dos pensionistas endividados. Dentre os 17,4 mil parentes de servidores que estão inscritos na Dívida Ativa da União, mais da metade (9,2 mil) são parentes de militares.

 

Na lista de devedores da União, há 586 pessoas que recebem, ao mesmo tempo, pensões deixadas por servidores civis e militares. Esse pequeno grupo, somado, deve R$ 16 milhões aos cofres públicos e, no ano passado, embolsou R$ 93 milhões em pensões.

A dívida mais comum entre os pensionistas do governo federal é com o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Dos 17,4 mil parentes de servidores que estão inscritos na Dívida Ativa da União, 13,7 mil têm contas a acertar com esse imposto. A segunda dívida mais comum é com a contribuição que empresas devem dar ao INSS com base em sua folha salarial – 1,5 mil pensionistas endividados incorrem nesse problema. Considerando o valor das dívidas, porém, a maior de todas é com o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ): os pensionistas do governo federal somam R$ 456 milhões não pagos a esse tributo.

De um universo de 529 mil pessoas que receberam pensões do governo federal em 2020, os parentes de militares são 233 mil – ou seja, menos da metade. Ainda assim, suas pensões custam mais caro que as de civis. No ano passado, o governo desembolsou R$ 19,3 bilhões para arcar com as pensões de famílias de militares, enquanto R$ 17,2 bilhões foram gastos com parentes de civis.

 

As Forças Armadas têm 370 mil militares na ativa e, em fevereiro (último mês com dados disponíveis), 226 mil parentes de militares receberam pensões do governo federal – ou seja, para cada dez militares da ativa, há seis parentes de militares recebendo pensão. Entre os civis, a proporção é menor. Em fevereiro, havia 582 mil servidores na administração direta, nas autarquias e fundações do governo federal, ao passo que foram pagas 256 mil pensões a parentes de servidores civis (o cálculo desconsidera aqueles que trabalham no comando das Forças Armadas). Para cada dez servidores civis que estão na ativa, portanto, há apenas quatro parentes recebendo pensão.

Na contramão de outras instituições federais, o comando das Forças Armadas no Brasil tem mais “instituidores de pensão” – servidores que morreram, deixando pensão para parentes – do que servidores na ativa. Em fevereiro, havia 11,6 mil servidores lotados nos comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica, e um total de 27,1 mil provedores de pensão. Nos demais órgãos federais, havia 582 mil servidores da ativa e apenas 210 mil pensionistas.

Fontes: Agência Fiquem Sabendo, com dados do Portal da Transparência e do Portal de Dados Abertos; SIOP (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento); Ministério da Defesa; Painel Estatístico de Pessoal (Ministério da Economia).

 
Luigi Mazza (siga @LuigiMazzza no Twitter)

Editor do site da piauí. Foi repórter da revista em Brasília e diretor do podcast Foro de Teresina

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

É designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

ÚLTIMOS IGUALDADES
Como Paris será lembrada

Como Paris será lembrada

Uma mulher negra, um tabu na Casa Branca

Uma mulher negra, um tabu na Casa Branca

Um país, 84 milhões de processos

Um país, 84 milhões de processos

Café da manhã com meme

Café da manhã com meme

Sem biblioteca nem psicólogo: a vida nas escolas brasileiras

Sem biblioteca nem psicólogo: a vida nas escolas brasileiras

Os recordes de Phelps, as proezas soviéticas: o que dizem os números das Olimpíadas

Os recordes de Phelps, as proezas soviéticas: o que dizem os números das Olimpíadas

Viagens, panfletos e poucos jornais: com o que os deputados gastam dinheiro

Viagens, panfletos e poucos jornais: com o que os deputados gastam dinheiro

Mais um ano, mais um Oscar – e nada de Brasil no tapete vermelho

Mais um ano, mais um Oscar – e nada de Brasil no tapete vermelho

Brasil, uma fábrica de exportar jogadores

Brasil, uma fábrica de exportar jogadores

Agarrados à tela

Agarrados à tela

Metrópoles capturadas pela violência armada

Metrópoles capturadas pela violência armada

O Carnaval pelo Brasil: do abadá de R$ 15,7 mil na Sapucaí à nova capital mineira da festa

O Carnaval pelo Brasil: do abadá de R$ 15,7 mil na Sapucaí à nova capital mineira da festa

Mercado de livros vê queda após boom da pandemia

Mercado de livros vê queda após boom da pandemia

O naufrágio da casa própria

O naufrágio da casa própria

A intentona em números

A intentona em números

O roteiro da violência amazônica

O roteiro da violência amazônica

A vida nos tempos do Pix

A vida nos tempos do Pix

Os bilhões que o brasileiro aposta no jogo

Os bilhões que o brasileiro aposta no jogo

O Brasil de penas, patas e chifres

O Brasil de penas, patas e chifres

Adeus, tevê a cabo. Olá, streaming

Adeus, tevê a cabo. Olá, streaming

De Gaza à Ucrânia, o mundo nunca teve tantos refugiados

De Gaza à Ucrânia, o mundo nunca teve tantos refugiados

A universidade na era do ensino remoto

A universidade na era do ensino remoto

Poder é uma questão de tempo

Poder é uma questão de tempo

Sete sinais da crise climática no Brasil

Sete sinais da crise climática no Brasil

A inflação vai às urnas na Argentina

A inflação vai às urnas na Argentina

Poucos brasileiros na tela do cinema

Poucos brasileiros na tela do cinema

Cresce o número de evangélicos e católicos contra prisão por aborto

Cresce o número de evangélicos e católicos contra prisão por aborto

Reféns da vida doméstica

Reféns da vida doméstica

Turismo em alta no pós-pandemia

Turismo em alta no pós-pandemia

Os rastros do ouro ilegal

Os rastros do ouro ilegal

TODOS OS IGUALDADES
VÍDEOS IGUALDADES
Crack à margem do Tietê

Crack à margem do Tietê

Trump não sabe se sequestra ou deporta Bad Bunny

Trump não sabe se sequestra ou deporta Bad Bunny

Quem pensa abstratamente?

Quem pensa abstratamente?

TODOS OS vídeos
  • NA REVISTA
  • Edição do Mês
  • RÁDIO PIAUÍ
  • Foro de Teresina
  • Silenciadas
  • A Terra é redonda (mesmo)
  • Maria vai com as outras
  • Luz no fim da quarentena
  • Retrato narrado
  • TOQVNQENPSSC
  • DOSSIÊ
  • O complexo_SUS
  • Marco Temporal
  • má alimentação à brasileira
  • Pandora Papers
  • Arrabalde
  • Igualdades
  • Open Lux
  • Luanda Leaks
  • Debate piauí
  • Retrato Narrado – Extras
  • Implant Files
  • Anais das redes
  • Minhas casas, minha vida
  • Diz aí, mestre
  • Aqui mando eu
  • HERALD
  • QUESTÕES CINEMATOGRÁFICAS
  • EVENTOS
  • AGÊNCIA LUPA
  • EXPEDIENTE
  • QUEM FAZ
  • MANUAL DE REDAÇÃO
  • CÓDIGO DE CONDUTA
  • TERMOS DE USO
  • POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  • In English

    En Español
  • Login
  • Anuncie
  • Fale conosco
  • Assine
Siga-nos

WhatsApp – SAC: [11] 3584 9200
Renovação: 0800 775 2112
Segunda a sexta, 9h às 17h30